sábado, 21 de fevereiro de 2015

Relação entre alergia, depressão e ansiedade.

Olá queridos leitores,

Vi um artigo interessante relacionando depressão e alergias, e resolvi me aprofundar um pouco mais no assunto, buscando outras referências.

Para quem quiser estudar o tema, abaixo trago os links dos artigos e resumos. No final da postagem, vou tentar explicar onde eu quero chegar com isso!

Esse foi o único interessante em português que eu encontrei. Ele aborda as interações entre alergias e questões psicológicas/psiquiátricas. Alguns trechos:  "A predominância psiquiátrica nas alergias fica por conta das manifestações de depressão e de ansiedade." , "a ansiedade encontrada nos alérgicos é, predominantemente, uma disposição de personalidade (traço de personalidade) e, de acordo com esse aspecto, não se pode considerar como uma resposta ansiosa à situação alérgica. Desta forma, tem se corroboradodo cada vez mais, a estreita relação entre alergia e manifestações diversas da ansiedade."

Nessa artigo aqui, conclui-se que há uma associação entre depressão e alergia, especialmente nas mulheres (que dúvida que seria nas mulheres né? rs). 

A relação entre alergia atópica e depressão, especialmente nas mulheres, também é comprovada por esse estudo aqui. "Os resultados indicam que mulheres sofrendo com doenças atópicas podem possuir risco elevado de desenvolver depressão mesmo no início da idade adulta. Nos homens, a associação entre essas duas desordens é evidente apenas entre os casos mais severos de depressão".

Esse outro afirma que "estudos empíricos sugerem uma alta prevalência de desordens atópicas em pessoas com depressão" (um jeito polido de dizer que ... quem já está lascado, tende a ficar ainda mais...) 

Já esse artigo aqui, que estudou a alergia a pólen, concluiu que há uma relação entre as alterações de humor e as alterações alérgicas. (poderiam ter perguntado isso a qualquer alérgico e poupado anos de pesquisa rss). 

Depressão, ansiedade e alergia. Foto daqui.

Sim, e onde eu quero chegar?

Quero chegar, novamente, na questão sistêmica da alergia. Ou seja, nosso corpo não é óbvio, nossa cabeça muito menos. Tudo está conectado, influenciando e sendo influenciado por outros fatores.

Que tal então investigar questões psicológicas ou psiquiátricas que podem estar interagindo com a sua alergia? 
Eu não acredito em causas PURAMENTE psicológicas, conforme desabafo feito aqui, mas acredito totalmente na cura por "vários lados" (alimentar, psicológica, ambiental, química e por aí vai....). 

E vocês, o que acham dessa interação?

Ah, e já que essa é a primeira postagem do ano (no meio de fevereiro, que vergonha...), vamos repetir o mantra do ano novo! Menos alergia, Mais alegria!  Feliz 2015! 
Menos alergia, mais alegria SEMPRE!



sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Grupo do Facebook sobre Dermatite de Contato

Caros leitores,

a pedido da leitora Larissa, estou divulgando o grupo que ela criou no Facebook para discutir sobre dermatite de contato. Quem se interessar, passa lá!

O endereço é:  https://www.facebook.com/groups/dermatiteeutenho/

Obrigada Larissa, acho que temos que divulgar sempre as nossas redes de contato para trocar experiências.

sábado, 13 de dezembro de 2014

A química das substâncias

Opa! Quem é vivo sempre aparece! Desculpem a longa ausência, vou escrever essa postagem e já já vou responder aos comentários.

Tentando entender os ingredientes nas embalagens dos produtos, perguntei para uma amiga minha super especialista (pós-doutora em farmácia) o que significavam os "números" e "hifens" no meio de algumas substâncias. 

Por exemplo: Esse monstro aqui  "5-Chloro-2-methyl-4-isothiazolin-3-one" seria a mesma coisa que "Metilcloroisotiazolinona"? (para quem ainda não é familiar, esse é o nome real do famoso Kathon CG).

A resposta: "Essas variações de nomes com números ou letras gregas indicam apenas as posições de determinados átomos na molécula (ex: o cloro ligado ao carbono 5), ou a presença de insaturações (ex: no carbono alfa). Tem gente que escreve os nomes sem indicar as posições dos grupos químicos, mas é a mesma coisa. E tem gente que separa os nomes dos diferentes grupos químicos com hífen." 

Essa é uma das moléculas do Kathon CG

Ou seja, enquanto não houver uma padronização dos nomes, vamos nos virando nas letras e nos números... na dúvida, melhor achar que é a mesma coisa e não comprar!

A minha amiga também me lembrou das MSDS (Material Safety Data Sheets), que são as fichas com informações de segurança sobre os produtos químicos. Todo produto químico tem uma, que é produzida pelo fabricante e contém informações bastante completas sobre os perigos e efeitos da substância.


No Brasil, as fichas são chamadas de "FISPQ" ("Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico" e são normalizadas pela ABNT)

É claro que as fichas se aplicam aos produtos puros, e não em baixas concentrações como são usados em cosméticos. No entanto, a ficha ajuda a esclarecer algumas "lendas" sobre o produto A ou B ser cancerígeno  ou não e etc. 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Teste de contato para alergias

Olá pessoal,

Tenho ficado preocupada com algumas dúvidas dos leitores do tipo:
-  "que substâncias devo evitar?";
-  "que ingredientes causam a alergia?";
-  "me indique um desodorante que não dê alergia" .... e outras parecidas.

A preocupação não vem pelas perguntas, eu  ADORO quando as pessoas usam o blog para trocar experiências, adoro quando posso ajudar dando algum "palpite" de quem já passou pela coisa. Digo "palpite" porque de fato é isso mesmo, eu não sou médica e a minha ajuda está só no campo do "pitaco" mesmo rs.

Enfim, a preocupação é que esse tipo de pergunta não tem resposta, a não ser que a pessoa saiba os ingredientes que dão alergia para a pele DA PESSOA ... e não para a MINHA pele! Eu tenho dermatite atópica e também tenho alergia a estas substâncias, ou seja, tenho "dermatite de contato". 

Existem milhares de substâncias que podem causar alergia e, para várias delas, os médicos criaram um exame chamado "teste de contato", que foi o que me salvou das alergias. 

Abaixo seguem alguns links com textos sobre o assunto e também um vídeo do Youtube que mostra a aplicação do teste. 


Porém, como esse é um blog de relatos pessoais, aí vai a minha experiência com o teste de contato:

Depois de meses de desespero, finalmente encontrei uma alergista boa, que me recomendou fazer esse teste, após ter percebido que a minha alergia não era apenas fruto da dermatite atópica. 
Tive que esperar algumas semanas para conseguir fazer o teste, pois precisava que as costas estivessem livres de alergia para aplicar os produtos (imaginem a situação em que me encontrava ....).

O teste funciona da seguinte maneira: a médica coloca 40 produtos em pequenas "bandejas" de metal, de mais ou menos 1 cm de diâmetro. Cada bandeja corresponde a um produto que está sendo testado.
As mini-bandejas são coladas em um esparadrapo tipo "microporo", numeradas como na foto abaixo, para que o médico saiba onde está cada produto.

Imagem Google - O meu teste foi idêntico a este.
O teste durou uma semana (segunda a sexta) para mim. Na segunda feira a médica colou os esparadrapos com as bandejas. Na quarta feira voltei para retirar os esparadrapos, e a médica anotou os pontos que tinham "reagido". Na sexta feira voltei para avaliação final.

Durante todo o período, a área não pode ser molhada (isso significa malabarismos para tomar banho e nem pensar em lavar o cabelo...).

 É necessário retirar o esparadrapo durante a semana, pois algumas alergias só se manifestam na presença de luz. Na quarta feira, a médica observou duas substâncias reagentes - na sexta feira (com a "fotossensibilização") apareceram mais duas. 

Ok, esse tipo de informação sobre o teste você encontra em vários sites ... agora o que ninguém vai te contar é: 

1) Você vai sobreviver ao teste;
2) Você vai achar que não vai, caso tenha mesmo a dermatite de contato.

É o seguinte, o teste é bastante incômodo pois ele acentua as alergias de outras lesões que porventura você tenha no momento... além de dar vontade de arrancar a pele fora nos locais que estão reagindo. Imagine que você estará em contato com a substância pura - o grande vilão - durante CINCO dias, sem poder lavar ou coçar o local!

Para vocês terem uma idéia, no ponto onde foi feito o teste com formol (minha pior alergia), minha pele formou uma bolha enorme... que deixou uma pequena cicatriz até hoje (quase 4 anos depois).

Apesar do relato um pouco dramático, eu recomendo o teste a todos que tiverem a oportunidade e recomendação de fazê-lo, pois é o que vai ajudar a responder às tais perguntas do "que ingredientes evitar" !

Conforme minha alergista disse, temos que ficar felizes quando o teste detecta a alergia... pois afora as 40 que são testadas, existem milhares de substâncias para as quais não existe teste... e aí é muito difícil identificar o agente!

O post ficou enorme, mas ta aí a minha experiência... se alguém já fez o teste e quiser compartilhar (de repente alguma descrição menos assustadora), fique à vontade!

(Tudo isso também para esclarecer que se eu não ajudar na resposta a "o que você deve evitar", é porque não é óbvio mesmo!)





quarta-feira, 25 de junho de 2014

A importância do protetor de colchão para os alérgicos

O tempo está voando, já estamos no meio da Copa e mais do que na hora de ter uma postagem nova! Peço desculpas pelo sumiço! Respondi a todos os comentários que estavam pendentes, me avisem se sobrou algo perdido.
 
O tema hoje são os protetores de colchão. Já falei sobre isso em postagens antigas, mas quero ilustrar o assunto com uma história verídica.
 
A história é a seguinte: passei férias na casa de um parente, onde existem dois quartos praticamente iguais, com o mesmo tipo de piso, cortina, armários e limpeza.  A diferença é que em um deles o colchão tem protetor, no outro não tem
 
O quarto "sem protetor de colchão" é suíte e tem a cama maior, então optei por me alojar nesse quarto, ignorando a questão do colchão. Resultado: Em dois dias a minha pele, até então maravilhosa, ficou assim:
Braço cheio de lesões (foto minha)

 
Além disso, a minha cabeça começou a coçar demais, a ponto de me fazer arrancar os cabelos:
Cabelos sendo arrancados de tanto coçar a cabeça (foto minha).
 
 
Visivelmente o problema estava no quarto, quando eu deitava.
 
A solução: dois dias de antialérgico e me mudei para o outro quarto, COM protetor de colchão. Minha pele voltou ao normal e as lesões sumiram (fiquei ainda uma semana nessa casa após o episódio, tudo normal).  Para mim a única explicação foi o protetor no colchão - no segundo quarto eu não sentia coceira ao deitar!
 
O protetor de colchão pode parecer um item dispensável, ainda mais quando temos a ilusão de que nossa casa é limpa (acreditem, 100%  de limpeza  não existe....)... mas depois dessa não ignoro a sua importância não!

domingo, 13 de abril de 2014

Perfumes sólidos

Olá pessoal,

Eu não abandonei o blog! Tenho passado por outras questões na minha vida que estão me deixando um pouco sem tempo, mas estou sempre lendo todos os comentários. 
Ontem respondi aos comentários novos... caso tenha esquecido algum, me cobrem!

Hoje vou dar uma dica sobre perfumes!

Uma reclamação muito recorrente aqui no blog é a dificuldade de achar perfumes que não agridam a nossa pele sensível. Essa reclamação já ocorreu várias vezes na postagem sobre alergia ao "Kathon CG" (que por sinal é a mais lida no blog).

Alguns homens podem estar pensando: "não dá para usar perfume? E daí????".

Homens, entendam que para as mulheres não usar perfume é algo que pode afetar muito a nossa auto estima!! 

Apesar de ter vários tipos de dermatite, eu continuo usando perfumes! Aliás, não saio de casa sem e sempre tenho na bolsa. 

Para quem tem dermatite de contato, é preciso ter um pouco de paciência até achar os perfumes que não têm nenhum "vilão"... parece difícil, mas esses perfumes existem. Quando a pele está muito complicada, a gente também pode passar um pouquinho de perfume na roupa :)

Contudo, a ideia hoje não é falar genericamente de perfumes, e sim de um tipo específico de perfume: os perfumes sólidos.

Pensei em comentar sobre isso aqui pois muitos leitores(as) acham que o álcool do perfume líquido é que irrita a pele, independente da sua formulação. Eu não tenho conhecimento científico para comprovar ou não a tese desses leitores sobre o álcool no perfume, porém acho que vale a pena testar os perfumes sólidos para ver se são mais inofensivos.

Eu tenho dois da L´Occitane... um deles já está até feioso pois carrego na bolsa (a propósito, o perfume sólido é bem prático nesse ponto). Na minha opinião, eles não duram tanto quanto os líquidos... mas isso não é problema caso eles estejam na sua bolsa.
Perfume sólidos L´Occitane que eu uso
Caso alguém queira ver a composição, lá vai!

Interessante observar que esse menciona álcool na fórmula (e diz que é um ingrediente natural.. ??)
Se algum leitor tiver experiência com perfumes sólidos e quiser compartilhar, a hora é agora!

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Alergia a antibióticos e consumo de carne

Boa noite pessoal,

Estou escrevendo essa postagem inspirada pelo comentário da leitora Vânia nessa postagem sobre os dois anos do blog. 

A Vânia escreveu que tem alergia a antibióticos e desconfiou que poderia estar consumindo-os indiretamente, ao comer carne de frango. 

Apesar de não sofrer de alergia a antibióticos (e também não comer carne), julguei que a informação poderia ser interessante para aqueles que estão tentando descobrir as causas de sua alergia e não vêem a luz no final do túnel. 

Fiz várias pesquisas na internet sobre o assunto e, como sempre, achei poucos artigos científicos e todos em inglês. 

Em resumo, os artigos indicam que os níveis de antibióticos na carne provavelmente não causam a sensibilização em seres humanos. Isto é, você não vai se tornar alérgico a antibióticos ao comer carne.

Porém, para quem já é alérgico, existe sim a possibilidade de reação alérgica pelo consumo de carne tratada com antibióticos. Os artigos indicam que essa situação é rara, mas EXISTE e já foi documentada

Ou seja, para quem já tentou de tudo, está aí mais uma alternativa! 


Seguem os links abaixo para quem quiser se aprofundar no assunto (e no inglês...): 






Imagem Google



quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Em time que está ganhando..... não se mexe na véspera!



Esta postagem é inspirada no comentário de uma leitora, que não pôde ir a um casamento na família porque teve uma reação alérgica forte no rosto, causada pela tintura de cabelo. (Não vou falar o nome da leitora, pois não sei se ela se incomoda com a referência).

Na minha opinião, ela está certíssima em não ir... se a gente não está se sentindo bem, não adianta ir com vergonha, incomodada ou "dopada" por remédios. (Há! se a opção "dopada por remédios" existisse em muitos casos.... tinha muito alérgico dopado feliz por aí rss ..... rindo para não chorar....)

Enfim, a questão aqui não é discutir "sair ou não sair de casa" com crise alérgica (o que também renderia uma boa discussão, mas quis dar um foco diferente).

O foco hoje é: Nós, alérgicos, não devemos usar coisas novas em datas próximas a eventos importantes!!! Não é no dia da sua formatura que você vai usar aquela maquiagem nova chiquérrima, não é na véspera do casamento do seu filho que você passa o desodorante hipoalergênico que uma amiga recomendou e não é na véspera de uma reunião importante que você toma um antialérgico que nunca tomou! 

Temos que dar um tempo para o corpo recuperar até a data especial, caso o novo produto não dê certo conosco! Melhor testar antes, com tempo, ou então deixar para depois.....

É claro que às vezes não tem jeito! Eu já esqueci produtos enquanto estava viajando e tive que arriscar com o que consegui comprar (nesse caso, melhor hidratante desconhecido do que nenhum hidratante.... mas é um risco grande!).

Moral da história: Em time que está ganhando..... não se mexe na véspera! Lembrando que "sempre pode piorar" (triste, mas é verdade....)
Imagem Yahoo

Aproveito a oportunidade para agradecer a todos os leitores que comentam no blog, assim aprendemos com a experiência de todos! Alguém mais tem histórias de crises quando a gente menos precisa?

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Dois anos de blog!

Olá pessoal!

Hoje comemoramos dois anos do blog! 

Digo comemoramos, pois a comemoração não é só minha... e sim de todos nós alérgicos, que temos usado esse espaço para trocar idéias, experiências ..... e desabafar um pouco também.

A comemoração não poderia ser melhor, pois atingimos 100 seguidores!! Isso mesmo, 100 pessoas alérgicas ou amigas da causa!!!

Ou seja, NÃO ESTAMOS SOZINHOS! Não acontece só na nossa pele!

Um MUITO OBRIGADA bem grande a todos!

Imagem Google

domingo, 26 de janeiro de 2014

Aspirador de pó e alergia


Uma das coisas que a minha alergista proibiu foi o aspirador de pó. 

Disse que eu poderia usar de vez em nunca, para tirar a poeira acumulada nos cantos da janela. 
Só nesse caso. 
No chão jamais. 

Conforme já falei em outras postagens, a recomendação dela é que a limpeza da casa seja feita apenas com pano úmido... nada de aspirador ou vassoura (e nada de carpetes ou tapetes, obviamente).

E a dúvida: se a ideia é que a casa não tenha pó, por que não posso usar um aspirador de PÓ??? 
Justamente porque o aspirador de pó ou a vassoura levantam a poeira.... então muitas partículas que estavam no chão ficam pairando no ar, prontinhas para incomodar o nosso nariz ou a nossa pele!

O meu aspirador de pó foi aposentado. Para quem não tem carpetes ou cortinas, não faz a menor falta....

Há algum tempo, minha mãe investiu em um "super-ultra-power-aspirador de pó". (Eu disse "investiu" porque de fato é caro). De início achei bem inútil... para quê um aspirador de pó que promete tanta coisa que os outros não fazem?

Estou comentando sobre o tal aspirador porque realmente fiquei convencida. Quem me conhece sabe que isso não é fácil.

Outra pessoa na família também comprou, e disse ter resolvido o problema de alergia respiratória de todos na casa.

O meu convencimento se deu depois de ir para a casa da minha avó, onde a minha alergia sempre piorava, apesar dos esforços da minha avozinha para manter a casa limpa. Digo, a casa é limpíssima, mas tem estofados e cortinas (que acumulam pó, independente dos nossos esforços de faxina).

Pois bem, em um final de semana, a minha mãe levou o famoso aspirador para dar "uma geral" na casa da minha avó. Depois de anos, não tive piora nenhuma na minha alergia lá. O meu marido, que tem alergia respiratória, também ficou ótimo.

É impressionante ver o aparelho funcionando... mesmo com a casa limpa, ele ainda recolhe muita poeira.  A diferença está em um recipiente com água, que acumula tudo e impede que as partículas escapem para o ar (como acontece nos demais aspiradores). Ele recolhe MUITA poeira de travesseiros, cortinas, colchões....

Vejam fotos do dito cujo:
Este é o aspirador. Notem que embaixo tem um recipiente para água, onde a poeira se acumula.


Sujeira recolhida de uma sala com piso de cerâmica que já estava limpo!
O aspirador é da marca Rainbow. Não vou dar mais detalhes pois não é meu objetivo fazer propaganda... quem se interessar pode achar muita coisa (positiva e negativa) a respeito na internet!

Escrevi essa postagem pois senti que funciona e pode ser uma boa aquisição para os alérgicos! 

Obrigada mãe!

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Mais ALEGRIA, menos ALERGIA em 2014 também!

Olá pessoal!
 
Esse ano passou voando, e o mês de dezembro mais ainda! Trabalhei muito, viajei e também tirei uma semana de folga para visitar a família. Ufa!
 
Hoje respondi a todos os comentários atrasados, desculpem a demora em vários casos. Às vezes eu me perco com os comentários novos que são respostas de outros antigos... por favor me avisem caso eu tenha deixado alguma questão importante sem retorno.
 
Enfim, mais um ano se passa e o meu desejo paro todos nós alérgicos permanece:
 
MAIS ALEGRIA e MENOS ALERGIA em 2014!

Desejo do blog para todos os alérgicos, sempre!

Vamos deixar a alergia aqui no blog e a alegria em nossas casas?
 
Em breve novas postagens alérgicas.
 
Obrigada pela companhia e ótima virada de ano a todos!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Complexidade nas alergias

Cada alergia se expressa e se desenvolve de um jeito diferente. 

Como reação a uma mesma substância alergênica, algumas peles alérgicas formam bolhas grandes, outras formam bolhas pequenas, outras formam lesões secas, outras não formam lesão nenhuma, mas coçam mesmo assim. Por vezes temos a alergia de um aspecto, mas na semana seguinte ela já tem outra cara. Algumas pessoas se sensibilizam com quantidades minúsculas de um produto, enquanto outras toleram uma quantidade maior.

Algumas alergias são potencializadas pela alimentação, pela nossa situação emocional, pelo clima, pela genética, pela interação com outras substâncias... e a lista de fatores que pode contribuir ou amenizar uma alergia é enorme. 

Estou escrevendo isso pois em alguns comentários os leitores tentam entender a alergia como uma reação direta e objetiva a um único elemento. Exemplo: "já troquei o desodorante na semana passada e não melhorou!".  O tempo de melhora varia também de pessoa para pessoa.

Concordo que pode ser uma única coisa (como o desodorante), que está causando a alergia. Porém, em meio a tantas incertezas e desconhecimentos dos pacientes e também dos médicos, acho interessante "atacar por todos os lados".

Vejam alguns fatores que poderiam interagir e contribuir para atenuar ou agravar um quadro alérgico*:

- medicamentos que você toma ou tomou;
- tecidos de roupas, toalhas, lençóis, travesseiros (as suas e as de outros com que tem contato);
- materiais de equipamentos e mobiliários que você toca (metais, couros, toalhas sujas de mesas de restaurantes...);
- alimentos e bebidas (e a interação entre eles);
- perfumes;
- produtos de limpeza da sua casa, do seu trabalho, do seu meio de transporte;
- clima ou mudanças no clima;
- áreas com ar condicionado ou muito quentes/muito frias e as transições diárias de temperatura;
- sua situação emocional (ansiedades, medos, frustrações e tudo mais que é difícil de mensurar);
- cosméticos que você usa ou que as pessoas com quem tem contato usam (e aí a lista é infinita... sabonetes, pasta de dentes, shampoos, maquiagens....);
- poeira e mofo;
- hidratação da pele;
- exposição ao sol;
- permanência em piscinas e praia (e todos os produtos químicos e micro-organismos que lá frequentam)....

Agora imagine todos esses elementos sendo percebidos pela nossa pele e se relacionando de forma complexa no nosso organismo. Não é óbvio.

. Acho que essa imagem representa bem o conceito de complexidade e interação, apesar de ser uma figura voltada ao desenvolvimento de softwares  (Imagem Google).

Na época da minha grande crise, a alergista recomendou fazer uma limpeza geral na minha casa e no trabalho, cortou vários alimentos, pediu para mudar os tecidos das roupas que eu uso, além de fazer os testes de contato. Eu repito pois o tratamento dela foi um sucesso, apesar da disciplina necessária para todas as mudanças.

A ideia dessa postagem não é gerar paranoia, mas sugerir uma visão mais ampla da nossa alergia, especialmente quando o corte a um determinado produto "suspeito" não está resolvendo.

Uma ótima semana a todos!

*Observação: Assim como todas as outras informações no blog, esta lista é baseada na minha experiência pessoal como paciente e não tem como objetivo repassar recomendações médicas. 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Para ter na carteira do alérgico!

Olá queridos leitores,

Vou compartilhar mais uma "dica de alérgico" aqui no blog. A dica de hoje foi inspirada em um comentário feito ontem por um dos leitores do blog. No comentário, o leitor Cavenaghi disse que ficou alérgico ao Kathon CG, e que iria colocar uma "cola" sobre isso plastificada na carteira.

Eu também tenho uma "cola" na minha carteira!

Ter uma "cola" na carteira ajuda muito quando vamos a médicos, por exemplo, e eles fazem a pergunta rotineira: "tem alergia a alguma coisa?" .

Como eu tenho alergia a muitas substâncias e além de tudo elas têm sinônimos, é muito mais fácil apresentar ao médico a lista dos vilões, em vez de tentar fazer com que eles entendam "sim dr, eu tenho alergia ao metilcloroisotiazolinona, ao metilizotiazolinona, ao propilenoglicol ...." ("hein???").

Vejam abaixo a foto da "cola" na minha carteira.


Cartão de visita com a lista as minhas alergias.

É bem prático ter esse tipo de informação em formato "cartão de visita" !

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Alergia ao cloreto de cobalto




Olá pessoal,

Estou escrevendo essa postagem a pedido da leitora Alexandra, que, como eu, tem alergia ao cloreto de cobalto. 

Não havia escrito sobre essa minha alergia ainda, pois das quatro substâncias a que sou alérgica, o cloreto de cobalto certamente é o que me dá MENOS trabalho. Portanto, fique tranquila Alexandra!

Eu sei como é ser diagnosticada com uma alergia e encontrar pouquíssimas informações decentes na internet. 

Não achei nenhuma página em português que valesse a pena sobre essa alergia, mas gostei dessas abaixo (em inglês). Uma delas inclusive é um vídeo sobre alergia de contato ao cloreto de cobalto. 


Diferentemente do Kathon CG, o cloreto de cobalto não tem muitos sinônimos, e é facilmente reconhecido nas embalagens. Alguns fabricantes preferem os nomes em inglês: "Cobalt Blue", "Cobaltous Chloride" ou "Cobalte chloride". 


Conforme se vê nos links, o cloreto de cobalto pode ser achado em pigmentos azuis/violeta e também em metais, acompanhado do níquel. A alergia a metais rende uma postagem própria, logo vou deixar para falar especificamente sobre ela em outro momento.

Sobre a alergia desencadeada por cosméticos, o único item que realmente fica difícil é a tintura para cabelo. 

Eu só posso usar Henna ou então descolorante. Felizmente eu ainda não tenho muitos cabelos brancos, então a henna tem funcionado bem para mim. 

Blue Cobalt Chloride
Imagem daqui: http://www.cobaltchloride.net/
No começo eu evitava comprar esmaltes e sombras que tivessem a cor azul ou violeta, mesmo que na embalagem não houvesse menção específica ao cloreto de cobalto. Com o tempo percebi que essas tonalidades não me causam alergia nenhuma. 

A lista de substâncias que pode ter o cloreto de cobalto é bem assustadora, mas pelas minhas pesquisas parece que o problema mesmo é para quem participa da produção dos materiais. Dessa maneira, a não ser que você trabalhe em uma indústria de tinta ou cimento, dificilmente terá alergia pelo toque esporádico com os produtos secos e acabados

 (Digo "parece" pois como perceberam sou também paciente, e não técnica no assunto !)

Enfim, espero ter ajudado... Distância de tintas e olho nas embalagens!!!


sábado, 21 de setembro de 2013

Alergia dos leitores - Alergia a "borrachudo"



Olá pessoal,

Demorei um pouco para responder os comentários dessa vez, pois estava envolvida nos preparativos da festinha de aniversário do meu filho, e depois fiz uma pequena viagem a trabalho.
Felizmente já se foi o tempo em que as minhas alergias eram a minha principal preocupação, e assim espero que aconteça com cada leitor deste blog!

Enfim, a postagem de hoje é bastante interessante pois a alergia não é minha! Isso mesmo, apesar de ter um vasto repertório de alergias, este sintoma específico a picadas de borrachudo eu não tenho.

O relato foi escrito por uma grande amiga minha, após um final de semana que passamos na praia, quando ela teve o azar de ser picada por um borrachudo e ficou com o braço muito inchado. Tenho certeza que outros alérgicos vão se identificar com a história dela.
Este é o borrachudo (Imagem Google)
Para quem não sabe, colamos abaixo a explicação do Wikipédia sobre o inseto:

O termo borrachudo é a designação comum a diversas espécies de insetos dípteros, da família Simuliidae, famosos pelas fêmeas hematófagas, cuja picada causa intensa irritação, edema e até mesmo vesículas. Medem entre 1 e 5 milímetros de comprimento, possuem coloração negra. Gosta de umidade, vivendo em matas sombrias, com água corrente ou montes de mato cortado molhados pelo orvalho e/ou chuva. 

E lá vai o relato da minha amiga:

" Final de semana na praia e, recomeça o pesadelo. Tudo por causa de um inseto infame, o tal do borrachudo, que conheci depois que me mudei para São Paulo. Cresci em Manaus, no meio da floresta amazônica, e convivi desde pequena com todas as espécies de mosquito, inclusive o da febre amarela e malária, e nunca tive problemas. Mas, o tal do borrachudo, que empesteia o litoral de São Paulo, tem alguma coisa com que meu corpo resolveu implicar. Resultado, membros (no caso superior) inchado, vermelho e pegando fogo. Apelidos que recebi: pãozinho e Hellboy.

Descuidei por alguns minutos e PIMBA! Fui premiada. Tinha acabado de passar o repelente na perna e esqueci-me dos braços. A única em um grupo de 16 adultos e 2 crianças a ser picada. Ou, pelo menos, a ter alergia. O ataque aconteceu ao entardecer, por volta das 17 horas. Começou com um pontinho vermelho (sangue coagulado) no local da picada. Depois, uma bolinha vermelha ao redor que vai inchando, ficando vermelho, inchando, coçando, inchando, aumentando, inchando, espalhando, inchado ...

Como de costume, demorei a aceitar o que já estava em processo. Primeiro eu pensei: não é nada, já passa. Fui dormir pensando, ´quando acordar já passou´. Acordei e a coisa foi piorando. Até que tive que aceitar o que estava acontecendo. Não tem jeito, sou alérgica a picada de borrachudo mesmo. A vida é assim: tem gente que não pode comer camarão, nozes e glúten, ou não podem tomar leite, ou não podem ter cachorro, e outros podem fazer tudo isso que não acontece nada. Eu faço parte do primeiro grupo e tenho que aceitar.

Depois de aceita a minha condição de alérgica, o próximo passo foi buscar ajuda (está até parecendo papo de dependente químico). Do grupo de 16 adultos apenas um tinha um antialérgico na mala. 
Finalmente fui salva! Confesso que nem eu costumo carregar os meus. Logo, essa pessoa ou é uma santa, ou uma sofredora.

 (PAUSA NO RELATO: Adivinhem QUEM era a pessoa que tinha antialérgicos????? rssss) 

O remédio fez o quadro estabilizar, mas não regredir. Já estou acostumada com o processo que demora de 2 a 3 dias para dar sinais de melhora. Já cheguei a riscar minha pele com canetinha para monitorar se o inchaço estava espalhando ou não (no caso anterior estava piorando e corri para o hospital). Mas, como dessa vez o membro atingido foi o braço direito, terei que confiar na memória. Até para tirar as fotos tive certa dificuldade. Seria muito mais interessante postar a foto dos dois braços juntos para vocês notarem a diferença. Mas, percebi que seria humanamente impossível tirar foto dos dois braços ao mesmo tempo sozinha.

Fico pensando se algum dia poderei ser uma pessoa normal e ir para as praias do litoral de São Paulo sem me preocupar. Será que meu corpo vai algum dia aceitar a “baba” desse insetinho insignificante sem fazer esse escândalo todo? Até que isso aconteça, terei que aceitar e conviver com a minha condição. Praia = repelente no corpo todo + antialérgico no bolso."

Fotos do braço dela bem inchado, após dois dias da picada de borrachudo. A terceira foto fui eu que tirei um dia depois, quando voltávamos de carro da praia, para mostrar a comparação entre os braços. 
Cris, muito obrigada por permitir que eu compartilhasse seu relato e fotos no blog! 

Alguém mais tem alergia a picada de borrachudo por aí?

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Sobre preconceito e ignorância

Acabei de ler várias notícias sobre o caso do neto da coreógrafa Deborah Colker que, ao embarcar em avião de empresa aérea brasileira, sofreu preconceito por ter uma doença de pele.

Não, não se trata de dermatite atópica, mas é também uma doença de pele de origem genética e não contagiosa (chamada "epidermólise bolhosa") . Apesar de não se tratar da nossa doença, o caso enfrentado por esta criança poderia facilmente ter ocorrido com outras pessoas e crianças que apresentam doenças de pele.

De fato, ainda  há muito pouco conhecimento sobre as doenças de pele, mesmo no meio médico. 

Acontece que a ignorância vira preconceito quando a desinformação se soma à falta de elegância e respeito pelo próximo.

O relato desta avó e também da mãe da criança mostram o despreparo de uma grande companhia para lidar com a condição física DE UMA CRIANÇA DE TRÊS ANOS. A família já havia sido questionada no check in e esclarecido o caso. Infelizmente, por falta de um simples procedimento interno de comunicação, a família teve que passar pelo constrangimento público dentro da aeronave, atrasando seu vôo e dos outros passageiros.

Já não me surpreendo com a falta de elegância dos comissários(as) da Gol, mas essa falta de respeito com o próximo é sim digna de preocupação. 

Existem maneiras e maneiras de se abordar uma pessoa com o aspecto físico diferente, ainda mais na frente da criança, ainda mais em público, ainda mais de forma incisiva como indicado nas reportagens. (helllooooo Gool!!!!)

Estou replicando este assunto no blog pois tenho certeza que outras mães já passaram constrangimentos com seus filhos por causa da dermatite. Espero sinceramente que este caso infeliz possa trazer o simples benefício da dúvida para as pessoas que apresentam doença de pele não contagiosa.

A pele é um órgão como outros no corpo. Porém, é um órgão exposto, visível... quem tem doença de pele dificilmente consegue escondê-la... ao contrário das pessoas que tem doenças no fígado, rins, coração... 

Quero ver a Gol tentar tirar alguém de alguma aeronave por ter uma doença não contagiosa no pulmão, no estômago ou nos ossos.

#prontofalei
#revoltada

Reportagens sobre o caso:
- Globo
- Globo (relato de outra pessoa que tem a doença)
- Exame
- A Tarde

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Perguntei para a Anvisa - Quais são os alergênicos?

Há cerca de dois anos eu ganhei um desodorante hipoalergênico comprado em uma loja para alérgicos. 
Nem imaginei que aquele desodorante poderia ter alguma substância alergênica, afinal havia sido desenvolvido ESPECIALMENTE para pessoas alérgicas e vendido por uma loja especializada.

Para minha surpresa, porém, havia propilenoglicol na fórmula. Resultado - me deu alergia, não pude usar o produto.

Desde então fiquei tentando entender - como um produto que se diz hipoalergênico pode ter um ingrediente que faz parte dos testes de alergia para cosméticos? Na minha condição de paciente, achava que se uma substância era reconhecidamente alergênica, não poderia fazer parte de produtos hipoalergênicos. No entanto, não é assim que a coisa funciona, em outra postagem vou falar mais sobre isso.

Procurei no site da ANVISA e não achei nenhuma lista dos produtos considerados alergênicos em cosméticos, então resolvi perguntar diretamente. A resposta que recebi da ANVISA foi essa:


"Prezado (a) Senhor (a),
Em atenção a sua solicitação, informamos que não existe uma lista de alergênicos em cosméticos. No entanto, na RDC 03/2012 foi estabelecida uma lista de ingredientes de fragrâncias considerados alergênicos e que devem estar mencionadas na rotulagem de acordo com as condições dispostas nessa norma."
Clique para ir à página principal da Anvisa.


Essa resolução RDC 03/2012 realmente traz uma tabela de 26 substâncias cuja presença deve ser indicada em fragrâncias (somente em fragrâncias, não abrangendo todos os tipos de cosméticos). Vejam a descrição que consta na resolução: 

"Algumas substâncias foram identificadas como causa importante de reações alérgicas de contato entre os consumidores sensíveis a fragrâncias e aromas. Dessa forma a presença dessas substâncias na formulação deve ser indicada na descrição dos ingredientes na rotulagem do produto (na lista dos ingredientes ou composição) de modo a facilitar a identificação destas substâncias pelos consumidores que não as toleram. Portanto, as substâncias abaixo listadas devem ser indicadas na rotulagem do produto pela nomenclatura INCI quando sua concentração exceder: 0,001 % nos produtos sem enxágue e 0,01 % em produtos com enxágue."

Dentre as 26 substâncias, está meu amigo Kathon CG, com seu nome de verdade: alpha-ISOMETHYL IONONE. (um de seus nomes.... como já falei em outra postagem existem vários sinônimos para ele). Contudo, não consta o propilenoglicol (outro grande amigo meu rs ) e nem outras substâncias que fazem parte dos testes de alergia, como os parabenos.

Ou seja, ainda não há no Brasil uma lista oficial do que é considerado alergênico, apenas no caso de fragrâncias. Vou continuar procurando informações oficiais sobre alergia e postando no blog o que eu achar de interessante.

Um ótimo final de semana a a todos!

(Em tempo, hoje está muito mais fácil obter dados e informações dos órgãos públicos por causa da "Lei de Acesso à Informação". Quem quiser saber mais sobre o assunto, clique aqui.)

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A alimentação faz diferença na alergia - experiência pessoal

Já respondi alguns comentários sobre esse assunto, então achei que era um bom momento para falar sobre alimentação em épocas de crise alérgica.

Lembrem que eu não sou médica e que esse é o relato da minha experiência pessoal como paciente ok?

Vamos lá, conforme as explicações da minha alergista, alguns alimentos tem o potencial de agravar o quadro alérgico. São alimentos que "aumentam a histamina". Em palavras "leigas", a liberação de histamina no corpo é causa dos sintomas alérgicos que  conhecemos tão bem.

Fiz todos os testes de alergia para alimentos, e recebi os resultados negativos (ufa...). Mesmo tendo os resultados negativos, eu percebo muito bem que as minhas alergias pioram quando como alguns desses alimentos, em especial: chocolate, frutas cítricas e frutas ácidas (tipo abacaxi).

Abacaxi e suco de laranja para mim irritam demais a pele. (Imagem Google)
 Conforme o que eu me lembro da lista da minha médica, para a ajudar na recuperação é importante ficar longe de alimentos como:
- Chocolate (snif....);
- Frutas cítricas (ex: laranja);
- Frutas ácidas (ex: abacaxi, maracujá);
- Pimentas e condimentos (ex: ketchup);
- Molho de tomate;
- Camarão (lembrado pela leitora Grazy!)
- Enlatados;
- Corantes;
- Conservantes;
- Queijos (e leite de vaca, em casos extremos);
- Clara de ovo;
- Castanhas, amendoins etc;
- Carne de porco;
- Salsichas, linguiças e similares (bem, na verdade qualquer pessoa que se ama já deveria ficar longe de salsicha sempre... é só ler os ingredientes na embalagem para ver quanta p******* é colocada lá, mas aí já é assunto para outros blogs...).

Li em outros sites a menção a alguns alimentos diferentes, como a soja, peixes e até o morango, mas não entram na minha lista pois não me causaram problema até agora.


O artigo acima cita também os benefícios do aleitamento materno para evitar alergia em crianças com predisposição genética. Eu sofri muito com a amamentação, mas fico feliz em pensar que posso ter contribuído para meu filho não desenvolver alergia.

Quem quiser relatar sua experiência com esses alimentos é muito bem vindo!

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Teste de produtos importados - Neutrogena Sensitive

Esse é um dos casos de teste que não teve conclusão rápida! Comecei a usar esse creme três vezes. Não me convencia que estava sendo efetivo, mas também não via motivos para desistir dele assim tão fácil, afinal é uma marca conhecida e normalmente bem recomendada. Voltava a usar outro hidratante e deixava o Neutrogena ali, guardado para uma outra tentativa.

Na verdade ele funcionou legal comigo em épocas de paz (pele tranquila). Espalha bem, rende bastante, quase tem um cheirinho agradável (isso é um elogio quando se trata de hipoalergênicos rs).

Contudo, não gostei dele em épocas de crise, acho que irritou mais a pele que já estava ferida. Por isso que deixava de usá-lo e, após a terceira tentativa, me convenci de que é um hidratante satisfatório, mas para a pele machucada eu ainda prefiro o Fisiogel.


Hidratante Neutrogena Deep Moisture Body Lotion - Sensitive
Esse Neutrogena foi comprado fora do país, mas já vi por aqui em várias farmácias, com preços razoavelmente interessantes em comparação com outros hidratantes hipoalergênicos.

É importante dizer também que a Neutrogena tem milhares de produtos e mais de um tipo de hidratante, talvez mais de um hipoalergênico também. Já usei o sabonete líquido da marca e gostei bastante, não me causou nenhuma alergia.


Se alguém mais usa ou usou esse hidratante e quiser deixar suas impressões, fique à vontade!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Alergia nas mãos - Álcool 70

Como já relatei inúmeras vezes, estou sempre lutando contra alergia nas mãos. (Algumas postagens sobre esse assunto aqui, aqui, aqui e aqui).

Passei por períodos muito ruins... com as mãos muito feias mesmo. Claro que é péssimo... pois você não pode simplesmente não usar ou não olhar para suas mãos. E é claro que outras pessoas reparam que você está com mãos de lagarto também.

Depois de muitas batalhas, minhas mãos estão bem tranquilas desde o início do ano. Lógico que tranquilas não significa 100% livres de alergia (afinal sempre aparece uma bolinha para animar o dia).

Uma coisa que ajudou MUITO foi o uso de Álcool 70 . Não sei porque resolvi usar o álcool (será que eu já havia tentado de tudo? rs), não sei se tem explicação médica, mas sei que resolveu para mim!

Esse é o álcool 70 que estou usando agora, mas existem várias marcas.

Eu reparava que as minhas mãos pioravam depois de passar muito tempo em ônibus, avião, auditórios e outros locais com carpetes/cortinas/estofados (em resumo: ácaros!) e outros de limpeza duvidosa. 

Acho que as mãos nesses locais entram em contato com muita poeira, o que ajuda por inflamar e piorar a alergia que já estava ali. Repito, isso não é uma verdade médica... é a minha leitura dos fatos. 

Eu passo um pouco em um algodão e aí espalho nas áreas com alergia.  Às vezes não passo nem pomadas, só com o álcool a alergia já some. Testei também em outras partes do corpo com sucesso. O único porém é que o álcool resseca a pele... então eventualmente tenho que hidratar melhor. Em breve uma foto da minha mão quase sem alergia!! (e com a unha feita, por isso que não coloquei nessa postagem ainda rs)